3.20.2010

esquecida

os meses passam,
a saudade vem,
há muito que não toca o telefone,
aranhiços habitam a caixa do correio.

nunca mais se ouviu o dlin-dlon da campainha,
a solidão é a minha rotina,
a tristeza o seu paladar,
muda muda é a minha vida, oprimida, no singular.

2 comentários:

  1. ás vezes é dificil estarmos sós, e o bater do coração, dos nossos instintos , da nossa saudade.. cobre o lugar de alguém no coração imóbil de caminhar mais além, sentimo-nos sós, sentimo-nos que não a ouvimos, não a vemos, ninguém responde.. tudo sóbrio de que não há de chegar a nós, bate muito alto a saudade..
    mas é então que fecho os olhos e te vejo a ti, as tuas meias-palavras, lembro-me que permanences em mim, colho uma flor, dou um sorriso pela sombra, cobro-me com o capucho, ouço a nossa melodia, como te vejo sobriamente linda a meu lado.

    obrigada por nunca sentir mais além disto, por bater as chaves a porta, os dedos sobre o teclado e me dares o primeiro bom dia deste final de dia, pelo menos não estou só, não estás mais em mim, mas comigo.
    amo.te melhor amiga (coração).

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  2. foreve, and I will not write the 'r' so that forever doesn't come to an end.

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