12.07.2010

totalmente sem nexo, não precisam perceber



chiado, café, mcdonald, torradas com açúcar, livros, desenhar, ler, escrever, dormir, bolachas diet de chocolate, casa assombrada, óculos vintage, colar-concha, skinny jeans, vans, skate, chá de baunilha e caramelo, sponge bob, american dad, the walking dead, sair à noite, sair de dia, cappucino, acampar, dormir a ouvir a chuva, cantar, pizzas, bolonhesa, chupa-chupas, pastilhas boca-azul, croissant de chocolate, eléctrico, rossio, tejo, fotografia, por-do-sol, praia, amigos, campo, piscina. esta lista soube-me bem de fazer. mas já não me apete estar aqui, portanto vou ali ao mini-preço comprar umas bolachas e um ice-tea e depois vou apanhar o elétrico para o martim moniz. pois, não me parece que vá descortinar um nome novo para este blog hoje. de qualquer das formas, até amanhã leitores.

12.03.2010

a loja do chinês ao pé de minha casa

e isto, quando eu tinha uns 12, 13 anos. a família, dona da loja do chinês, tinha vindo há pouco da china. a mãe, o pai, o menino, a menina, e o rapaz, que devia ter a minha idade. sempre que ia lá, tinha os olhos do rapaz cravados em mim. mas eu também olhava para ele. olhava para ele e imaginava-o fora dali, daquele contexto pitoresco. imaginava-o com outras pessoas, com outras roupas, em outros lugares. imaginava-me a mim também longe dali. a serra prendia-nos. não escolhemos estar presos, mas foram as circunstâncias que a vida nos impôs. e no final, ele mudou-se. ele não, a loja. a loja do chinês da serra. e não muito depois, eu mudei também. hoje, vi-o. e lembrei-me. lembrei-me que o imaginava em outro lugar, com outras roupas, com outras pessoas. e imaginava-me a mim também. hoje, estou noutro lugar, com outras roupas, com outras pessoas. mas ele está igual, sem tirar, nem por.