10.30.2012

The Laughing Heart


your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.
by Charles Bukowski

Como se Faz uma Declaração de Amor?






Mas então como se faz uma declaração de amor? Em papel selado, na presença de um advogado. Por que não? As piores declarações são as pífias e clandestinas, do género «Acho-te uma pessoa muito interessante». As melhores são aquelas que comprometem quem as faz, que se baseiam em provas capazes de serem apresentadas em tribunal, que fazem corar as testemunhas. As declarações do tipo «Experimentar-a-ver-se-dá» nunca dão. É melhor mandar imprimir 2000 folhetos e distribuí-los por avioneta à população, devidamente identificados, do que um bilhetinho anónimo de «um admirador». As declarações de amor têm de cortar a respiração de quem as recebe, têm de rebentar na cara de quem as lê. O amor e o terrorismo são questões de objectivo, e não de grau. 




Como estamos todos a zero, ninguém pode dar conselhos a ninguém. Há séculos que as maiores cabeças do mundo procuram a frase perfeita de apresentação. Há as deixas rascas, do género «Deixe-me adivinhar o seu signo» ou «Não costuma cá estar às terças-feiras, pois não?». Há as deixas pirosas, do género «Importa-se que eu lhe diga que você é muito bonita?» ou «Posso só dizer-lhe uma coisa? O seu namorado tem muita sorte!». Depois, há as deixas supostamente cool, do tipo «O meu nome é Max e eu toco sax» ou, mais formal, «Muito prazer, Luís Bobone, toco saxofone». Ultimamente, a julgar por recentes exemplos, é moda usar deixas crípticas, do género «Então sempre conseguiu resolver aquilo?» ou «Importa-se de me segurar a bebida enquanto eu olho para si? É que pode apetecer-me bater palmas» ou ainda (versão 1987) «Não se importa de ficar aqui comigo um bocadinho enquanto o meu guarda-costas não volta da casa de banho?». 

Todo o amor é um engano. Trata-se é de nos enganarmos bem. 



Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

O Único Mistério do Universo é o Mais e não o Menos

No dia brancamente nublado entristeço quase a medo 
E ponho-me a meditar nos problemas que finjo... 

Se o homem fosse, como deveria ser, 
Não um animal doente, mas o mais perfeito dos animais, 
Animal directo e não indirecto, 
Devia ser outra a sua forma de encontrar um sentido às coisas, 
Outra e verdadeira. 
Devia haver adquirido um sentido do «conjunto»; 
Um sentido, como ver e ouvir, do «total» das coisas 
E não, como temos, um pensamento do «conjunto»; 
E não, como temos, uma ideia do «total» das coisas. 
E assim - veríamos - não teríamos noção de conjunto ou de total, 
Porque o sentido de «total» ou de «conjunto» não seria de um «total» ou de um «conjunto» 
Mas da verdadeira Natureza talvez nem todo nem partes. 

O único mistério do Universo é o mais e não o menos. 
Percebemos demais as coisas - eis o erro e a dúvida. 
O que existe transcende para baixo o que julgamos que existe. 
A Realidade é apenas real e não pensada. 
O Universo não é uma ideia minha. 
A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha. 
A noite não anoitece pelos meus olhos. 
A minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos. 
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos 
A noite anoitece concretamente 
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso. 

Assim como falham as palavras quando queremos exprimir qualquer pensamento, 
Assim falham os pensamentos quando queremos pensar qualquer realidade. 
Mas, como a essência do pensamento não é ser dita, mas ser pensada, 
Assim é a essência da realidade o existir, não o ser pensada. 
Assim tudo o que existe, simplesmente existe. 
O resto é uma espécie de sono que temos, 
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença. 

O espelho reflecte certo; não erra porque não pensa. 
Pensar é essencialmente errar. 
Errar é essencialmente estar cego e surdo. 

Estas verdades não são perfeitas porque são ditas, 
E antes de ditas, pensadas: 
Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias 
Na negação oposta de afirmarem qualquer coisa. 
A única afirmação é ser. 
E ser o oposto é o que não queria de mim... 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

Stuck In The Middle With You - Stealers Wheel

Si Menor - As mulheres dos outros Versão feminina dos MARIDOS DAS OUTRAS

ENGENHARIA AGRONÓMICA (AGRICULTURE)



EngALicenciatura em ENGENHARIA AGRONÓMICA (Agriculture Degree)
Os licenciados em Engenharia Agronómica pelo ISA deverão, ao fim do 1º ciclo de estudos de 180 créditos apresentado, possuir um conjunto de competências específicas que permitam programar, coordenar e executar as actividades de produção agrícola ao nível da exploração agrícola de forma a assegurar a quantidade e qualidade da produção, a higiene e segurança no trabalho, a preservação do meio ambiente e a segurança alimentar dos consumidores; programar, coordenar e executar as actividades de apoio ou suporte à produção agrícola ao nível de empresas prestadoras de serviços ou fornecedoras de factores de produção para a agricultura.
Estes licenciados poderão exercer a sua profissão em explorações agrícolas públicas e privadas, agrupamentos de produtores e outras associações agro-pecuárias, empresas de serviços, ou como trabalhadores independentes podendo o trabalho ser executado no campo ou nas instalações produtivas (estufas, vacarias, suiniculturas, aviários, etc.), com deslocações frequentes ao gabinete. As suas actividades potenciais incluem:
  • A condução e execução do plano anual de exploração e do plano operacional, tendo em conta as condições edafo-climáticas, estruturais e de contexto da exploração agrícola;
  • A coordenação e organização dos recursos tendo em vista a concretização oportuna e eficiente do plano de operações;
  • A participação na gestão dos recursos humanos, nomeadamente no estabelecimento de critérios de recrutamento, selecção e avaliação do desempenho;
  • O controlo do cumprimento dos métodos, das técnicas, dos prazos e dos custos de execução das actividades realizadas;
  • O cumprimento e a exigência de que outros cumpram as medidas de controlo de qualidade e de segurança e a qualidade/higiene dos produtos produzidos (certificação, marcas, etc.);
  • Controlo dos fluxos/circuitos dos produtos/factores destinados à comercialização (armazenagem, conservação, acondicionamento e transporte) tendo em conta as necessidades dos clientes e as normas técnicas e administrativas nacionais e comunitárias;
  • A colaboração no processo de controlo e manutenção e reparação de máquinas e equipamentos agrícolas;
  • A exploração das potencialidades das Tecnologias de Informação, nomeadamente software específico e da Internet, de forma melhorar a eficiência dos processos produtivos e a inserção nos mercados;
  • O estabelecimento de relações de parceria e cooperação com outros produtores e com as organizações de mercado, de forma a baixar os custos, valorizar os produtos e melhorar/adaptar os processos produtivos;
  • A execução dos registos técnicos, produtivos, administrativos e contabilísticos da exploração/organização/empresa com o objectivo de disponibilizar informação de gestão

10.26.2012

CONFIDÊNCIA


Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com suavidade
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos

No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome

Mia Couto

São as Pessoas como Tu


São as pessoas como tu que fazem com que o nada queira dizer-nos algo, as coisas vulgares se tornem coisas importantes e as preocupações maiores sejam de facto mais pequenas. São as pessoas como tu que dão outra dimensão aos dias, transformando a chuva em delirante orvalho e fazendo do inverno uma estação de rosas rubras.
As pessoas como tu possuem não uma, mas todas as vidas. Pessoas que amam e se entregam porque amar é também partilhar as mãos e o corpo. Pessoas que nos escutam e nos beijam e sabem transformar o cansaço numa esperança aliciante, tocando-nos o rosto com dedos de água pura, soltando-nos os cabelos com a leveza do pássaro ou a firmeza da flecha. São as pessoas como tu que nos respiram e nos fazem inspirar com elas o azul que há no dorso das manhãs, e nos estendem os braços e nos apertam até sentirmos o coração transformar o peito numa música infinita. São as pessoas como tu que não nos pedem nada mas têm sempre tudo para dar, e que fazem de nós nem ícaros nem prisioneiros, mas homens e mulheres com a estatura da vida, capazes da beleza e da justiça, do sofrimento e do amor. São as pessoas como tu que, interrogando-nos, se interrogam, e encontram a resposta para todas as perguntas nos nossos olhos e no nosso coração. As pessoas que por toda a parte deixam uma flor para que ela possa levar beleza e ternura a outras mãos. Essas pessoas que estão sempre ao nosso lado para nos ensinar em todos os momentos, ou em qualquer momento, a não sentir o medo, a reparar num gesto, a escutar um violino. São as pessoas como tu que ajudam a transformar o mundo.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

I Like Your Flaws


I like how you mispronounce words sometimes, how you fumble and stammer and stutter looking for the right ones to say and the right ways to say them. I appreciate that you find language challenging, because it is, because everything manmade is challenging. Including man, including you.

When you sleep on your side, I like to map the constellations between your beauty marks freckles pimples, the minuscule mountains that sprinkle your back. I like the tufts of hair you forgot to shave and the way you smell when you haven’t showered in a while; I like the sleep left in your eyes.

I like the way your skin dies in the middle of the night, how you die from embarrassment the next morning; how you writhe in the snake casing you’ve left behind. I like that you think pillow snowflakes carry more weight than pillow talk; that you think my opinion of you is so fickle that it could change overnight. (It’s not.)

I enjoy seeing you insecure, vulnerable. I like to watch red steam light up your cheeks, a spreading mist of shame when you think you’ve done something unacceptable like missing a step on the stairs or not having the perfect answer to something I’ve said. It’s like you honestly don’t know how wonderful you are, it’s like you have no idea.

The burns, the scars, the black and blues on your face body heart, I want to know their stories. I want to know what hurt you, who hurt you, how bad the damage is. I like your hard, ugly toenails and the layer of fat that lines your belly, the soft parts you try to hide. It’s okay to be soft, sometimes.

I appreciate your ability to get inappropriately angry as much as I appreciate your willingness to apologize afterward. I like how your passion manifests unpredictably and uncontrollably, how your feelings cannot be caged or concealed, how you’re incapable of apathy.

I like how you can’t dance, how you have pedestrian taste in music, how the worst song on every album is your favorite. I like how enthusiastic you are when you hear it, it’s like you don’t know how terrible it is, it’s like maybe how you’re able to love someone like me. (Perhaps that’s your biggest flaw, perhaps that’s the one I love most.)

Your flaws single you out, set you apart, make you different from the rest, and thank god. I don’t just put up with settle for accept your blemishes, I like them. I like them because they make you human, and humans are easier to love than photographs and illusions and ideals; humans fit more easily between arms and between legs; humans are welcome to their imperfections because if there’s one thing humans can do perfectly, it’s love. Humans can love, they can do it flawlessly.



DEC. 20, 2011 By STEPHANIE GEORGOPULOS

The Look

Strephon kissed me in the spring,
Robin in the fall,
But Colin only looked at me
And never kissed at all.
Stephon's kiss was lost in jest,
Robin's lost in play,
But the kiss in Colin's eyes
Haunts me night and day.

Sara Teasdale

life

one of the most beautiful things in
life is to meet a random stranger
and let him enter in your life...
and some months later realize that
that stranger is the best thing
that ever happened to you


Fotografia


There will be times when you will be in the field without a camera.
And, you will see the most glorious sunset or the most beautiful scene that you have ever witnessed.
Don't be bitter because you can't record it. Sit down, drink it in, and enjoy it for what it is!

DeGriff

Verdade Presente


"Deus tem filhos, muitos deles nas igrejas protestantes, e um grande número nas igrejas católicas, que são mais fiéis para obedecer à luz e para proceder de acordo com o seu conhecimento do que um grande número entre os adventistas observadores do sábado que não andam na luz."

Ellen White, Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 386

The Secret


don't worry, nobody has the
beautiful lady, not really, and
nobody has the strange and
hidden power, nobody is
exceptional or wonderful or
magic, they only seem to be
it's all a trick, an in, a con,
don't buy it, don't believe it.
the world is packed with
billions of people whose lives
and deaths are useless and
when one of these jumps up
and the light of history shines
upon them, forget it, it's not
what it seems, it's just
another act to fool the fools
again.

there are no strong men, there
are no beautiful women.
at least, you can die knowing
this
and you will have
the only possible
victory.

bukowski

Explicação da Eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.



José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"

Tu


Eu não sei senão amar-te,
Nasci para te querer.
Ó quem me dera beijar-te,
E beijar-te até morrer.

Fernando Pessoa

É Talvez o Último Dia da Minha Vida

É talvez o último dia da minha vida.

Saudei o sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, para lhe dizer adeus.
Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 

Abraça-me


Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram. Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos. 
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes. 
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais. 
Uma vez que nem sei se tu existes. 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

10.23.2012

ANÁLISE


    Tão abstrata é a ideia do teu ser
    Que me vem de te olhar, que, ao entreter
    Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
    E nada fica em meu olhar, e dista
    Teu corpo do meu ver tão longemente,
    E a ideia do teu ser fica tão rente
    Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
    Sabendo que tu és, que, só por ter-me
    Consciente de ti, nem a mim sinto.
    E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
    A ilusão da sensação, e sonho,
    Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
    Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
    Do interior crepúsculo tristonho
    Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.             


     Fernando Pessoa, 12-1911

Bastava-nos Amar

Bastava-nos amar. E não bastava 
o mar. E o corpo? O corpo que se enleia? 
O vento como um barco: a navegar. 
Pelo mar. Por um rio ou uma veia. 

Bastava-nos ficar. E não bastava 
o mar a querer doer em cada ideia. 
Já não bastava olhar. Urgente: amar. 
E ficar. E fazermos uma teia. 

Respirar. Respirar. Até que o mar 
pudesse ser amor em maré cheia. 
E bastava. Bastava respirar 

a tua pele molhada de sereia. 
Bastava, sim, encher o peito de ar. 
Fazer amor contigo sobre a areia. 

Joaquim Pessoa, in 'Português Suave'

Viver é...

Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. 
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. 
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. 
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. 
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

Double Exposure







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