12.25.2013

Reflexão Natalina

Não recebi assim nenhuma prenda de Natal. Acho que foi justamente por isso este ano que percebi o quanto o Natal é uma época consumista. O eu não ter recebido um presente embrulhado em baixo da árvore devastou-me. No ano passado os meus pais deram-me uma viagem à Suiça e no outro ano uma máquina fotográfica. Este ano já me deram um portátil, um casaco e umas botas novinhas. Mas o facto de não ter desembrulhado nada, ou pelo menos de lhes ter pedido algo e eles não me darem (um telemóvel, que o meu está todo partido) deixou-me extremamente incomodada. Como é óbvio não fiz birra mas reparei que me estava a tornar extremamente fútil. Não sei porquê agora tenho pensado imenso em roupa e em coisas que não eram nada o meu género. Será que são os ares da capital? Estou a estranhar-me. A considerar-me fútil até, o que me traz bastante agonia, as coisas são todas cinza. Não as levamos para lado nenhum... por isso não sei o que se passa comigo. Preciso de fazer umas resoluções de ano novo muito importantas para mim, limpar o quarto e o coração. Estou um pouco triste. O Natal faz-me lembrar amores falhados.


aqui fica um vitelo estiloso. feliz natal.

12.22.2013

Reflexão de Madrugada

Há contas que jamais poderão ser saldadas. Magoar alguém não tem revés. Não tem «estamos quites». Nunca estamos quites. Não existe uma régua para medir o quanto alguém nos magoou. Já muitas pessoas me magoaram. E quantas é que eu magoei? De duas tenho a certeza, mas terão sido só essas? Até que ponto me exponho para ser magoada?

Não vale a pena saldar dívidas. Marcar encontros com o passado, combinar fins de semana, cafés, passeios. É tudo uma delonga daquilo que é o terrível fim: estamos mortos.

Combinar um café com o passado só adia o corte e prolonga a dor. Não seremos, nunca. Então para quê combinar encontrarmo-nos, continuar a conversar se as coisas nunca vão sair dali? Ou se saírem, é para pior? Para quê alimentar algo do qual nem se quer temos a certeza que queremos?

Tenho pensado. Uma vez li uma frase que dizia qualquer coisa como "se os ex namorados voltam a ser amigos, ou é porque nunca se amaram ou é porque ainda se amam". Tenho vindo a comprovar isso. Não digo que seja impossível, mas é difícil estabelecer uma relação de amizade com alguém que já se esteve tão íntimo, tão próximo. Ou o amor foi tão frio que se enterrou. Ou ainda está à espera de ser reaceso, porque é tão difícil aceitar a ideia de que seremos apenas amigos de alguém que nos imaginamos a passar a vida com.

Eu sou incapaz de levar um relacionamento a sério se eu não achar aquela pessoa indicada para casar. Creio que assim é que deve ser, pois leva-nos a uma escolha muito mais seletiva e cuidada ao mesmo tempo que a  nossa dedicação é muito mais aprumada. 


Acho sinceramente, que nunca antes a minha vida amorosa estava tão confusa. Sinceramente eu sei que o melhor para mim agora era estar sozinha, mas eu já me embrenhei em tanta coisa que saltar fora só irá fazer mais danos. Já magoei quem magoei antes e vou voltar a magoar porque quando penso, sou egoísta. E não o deveria ser. Quero-os a todos para mim mas sou só uma e só posso estar com um de cada vez. Mas eu vejo romance em cada canto e tudo dava uma história de amor. 

E no final, não sobram amigos..., sobram restolhos de relações falhadas e poemas borrados com lágrimas.

(escrito em Lisboa)

12.21.2013

Atualizações

Parece que eu nunca aprendo com os meus erros. Incrível que o meu regresso a casa faz-me lembrar tantas coisas.

O 12º ano. Onde, pela incontável vez achei de facto ter conhecido o homem da minha vida - e foi de facto o único relacionamento duradouro que tive -, toda a minha casa me faz relembrá-lo, até a cama dos meus pais, o tapete, os quadros na parede. E de pensar que ele não teve medo nenhum de me magoar. Nunca. Pediu-me perdão para me ferir outra vez. Não choro eu nem estou triste. Apenas sinto uma coceira, como se um membro meu tivesse sido arrancado. Mas o nervo continua lá.

Podia ser uma conclusão, mas ainda quero dizer algo mais. Eu mereço. Tenho é que ficar sozinha. Melhor, solteira. Sem rapazes. Para pensar. Para escolher bem. Para me construir. Pois de 18 anos de vida, ainda não sei bem que tipo de criatura sou. 


Mudando de assunto. Tenho muitos assuntos pendentes. Alguns menos que outros. Este do meu ex espero estar resolvido. Não estou zangada nem triste mas já vi que não vale a pena. Nem se quer me vou voltar a aborrecer, não sei para quê dar uma segunda oportunidade a quem não soube valorizar a primeira. É e há-de ser assim, o problema é que eu vejo muitos filmes e pouco oiço aquilo que o meu pai me diz. Há raros livros que me dizem a verdade, caso é o da Pearl Buck. Abençoada mulher. Nicholas Sparks não leio. Nada contra o senhor, as suas histórias fazem-me sempre chorar - são demasiado perfeitas para existirem. E não me tomem como alguém que não acredita no amor, porque eu acredito e sei que existe - tomem-me como alguém que já viveu o suficiente para perceber que o mundo não é o conto de fadas com que sempre sonhamos. Ou pelo menos que eu sempre sonhei...

Mas é bom estar de volta a casa, estar com os meus amigos. Olhar para a minha forma no meu espelho. Ainda não peguei nos meus livros mas hei-de lê-los. E alguns hei-de os levar lá p'ra cima. Ainda não decidi onde quero viver, por isso é que não sei se devo levar logo tudo ou não. Logo se vê. 

Bem, amanhã vou ver as minhas primas. Elas eram para vir cá mas o Ómega (o meu gato de Vila Real) está em casa e a dar-se pessimamente com o Fígaro (aka Nino, o gato de Lisboa - que já não considero meu) então tenho medo que um dos gatos de doido que está se pegue com as meninas, que o Ómega a mim já me cortou toda. 

É isso de novidades. Voltarei em breve, possivelmente de madrugada - com a lua lá no alto.


(escrevi isto na minha cama, em Lisboa)

12.18.2013

Universidade

Já não posto há um bom tempo. Falha minha que nem tive consideração pelos meus queridos leitores, ainda que imaginários, de os informar que entrei no mui nobre curso de Engenharia Agronómica na mui nobre Universidade de Trás os Montes e Alto Douro. é isso mesmo champs, estou a morar em Vila Real.

Esta experiência universitária está a ser enriquecedora ao mesmo tempo cansativa, estudar dá trabalho. Quinta feira tenho uma frequência de Histologia Vegetal e ainda não percebi bem para que serve o Colênquima e nem como raio é que diferencio uma Gimnospérmica de uma Angiospérmica. As Pteridófitas são definitivamente as mais fáceis de distinguir por serem as mais desorganizadas. Se eu fosse uma planta com certeza seria uma pteridófita, tipo um feto ou assim.

futebolada com os engenheiros
 jantar de curso
 amostra
 praxe
 miss e mister caloiro
nossa senhora da penha
 eu :3
 mennie, sol & mada
 quinta de vilalva
 ómega
 sol, dani & mada
 sol na quinta de vilalva
 magusto de vilalva