Eu também não dava muita importância aos bonequinhos, para mim estarem verdes ou vermelhos era indiferente, desde que seguisse a minha caminhada o mais rápido possivel. Até uma segunda- feira, na passadeira onde atravessava todos os dias... estava no bus na altura nessa manhã, o bus dirigia-se ao tal cruzamento quando de repente olho para o lado e vejo o condutor com as mão á cabeça. Um camião estava atravessado no cruzamento e nas rodas de trás viasse cabelo a sair por baixo. Era uma mulher, suponho jovem que ignorou também um segundo á espera, e num segundo perdeu a vida na estrada, só que não foi inocente a sua acção mas a forma como perdeu a sua vida ali naquela manhã, e desde então serviu de exemplo a todos os piões que viram o corpo a rolar pelas 4 rodas. Até hoje encontram-se flores penduradas ali perto. Os bonequinhos são sempre obdecidos por mim desde em adiante.
ia a por o lixo, quando vi o arco-íris. larguei os sacos e corri desalmadamente para ir buscar a máquina. por aqui não se vêm muitos arco-íris, ou pelo menos, eu não os vejo. este homem, pediu-me para lhe tirar uma foto. sim, é daqueles que vende pulseiras com motivos africanos às pessoas. pouco falava o português, mas percebia-se. 'está a chover muito, como queres vender alguma coisa? não há ninguém na rua' disse eu. 'pois, mas eu vender em café'. 'ahh bom' e sorri. ainda lhe tirei outra foto, desta vez da cara. ele perguntou-me a idade, pergunta à qual lhe respondi honestamente 'quinze'. não me recordo bem, mas sei que ele disse que para a semana vinha-me cá pedir a foto. eu disse que sim. 'dou-te a foto e tu dás-me uma pulseira, pode ser?' ...'sim, eu já tinha pensado nisso'. e desapareceu na curva da minha rua.
Eu também não dava muita importância aos bonequinhos, para mim estarem verdes ou vermelhos era indiferente, desde que seguisse a minha caminhada o mais rápido possivel.
ResponderExcluirAté uma segunda- feira, na passadeira onde atravessava todos os dias... estava no bus na altura nessa manhã, o bus dirigia-se ao tal cruzamento quando de repente olho para o lado e vejo o condutor com as mão á cabeça.
Um camião estava atravessado no cruzamento e nas rodas de trás viasse cabelo a sair por baixo. Era uma mulher, suponho jovem que ignorou também um segundo á espera, e num segundo perdeu a vida na estrada, só que não foi inocente a sua acção mas a forma como perdeu a sua vida ali naquela manhã, e desde então serviu de exemplo a todos os piões que viram o corpo a rolar pelas 4 rodas.
Até hoje encontram-se flores penduradas ali perto.
Os bonequinhos são sempre obdecidos por mim desde em adiante.