Postagens

A vida que eu esolhi

Imagem
Agora finalmente eu tenho Tempo. Aprendi o que era o Tempo. Descobri o que era o Tempo. Um inimigo voraz que nos torna cada vez menos novos, Um ladrão de sonhos que amargamente nos diz todos os dias que não poderemos ler os livros todos do mundo nem visitar todos os lugares mágicos que sonhamos e esperamos conhecer... O Tempo é um padrasto ruim que nos rouba a velha infância que nos deu a Vida, nossa mãe. Então porque é que a Vida se juntou ao Tempo se ele devagarinho nos mata? Eu tenho a resposta a esta pergunta mas respondê-la-ei talvez noutra ocasião. O que eu quero dizer agora é que me entendi com o meu padrasto Tempo. Roubava-me o lugar na cama preguiçosa, e nunca tinha oportunidade para fazer as lidas da casa e muito menos estar com aqueles de quem gosto... e o Tempo vinha e ria-se de mim, porque vinha para casa, sozinha, cá ficava até à hora de deitar, e uma vida sem sentido assim vivida, há quanto e há tanto tempo... O Tempo nunca foi meu amigo. Até agora. Porque a...

Vinte e três.

Imagem
Há alguns anos atrás publiquei aqui neste blogue alguns pensamentos e nostálgica retorno de vez em quando para saborear um tempo que vivi. E isto tudo passado, o meu tempo em Lisboa e a aventura por Vila Real vim acabar ou pelo menos agora me encontro em Freixo de Espada à Cinta. Deixo aqui algumas fotografias daquilo que tem estado a ser a minha jornada campestre, na procura de tudo.

Barcelona

Imagem
Voltei a nascer em Barcelona. É uma cidade linda, inserida na Catalunha que como nos um dia, deseja ser de si mesma. E como eu também. Quero ser de mim.

Geração Adventista em Missão 2016

Imagem
Após um intervalo de um ano, o Geração Adventista em Missão, ou apenas Geração voltou! Desta vez com novos oradores, novos temas. Este ano falou-se sobre "ir aos confis do mundo" Foram tantas coisas novas que se aprenderam, e muitas que se relembraram! Tenho com especial carinho as mensagens de um orador em particular, pois em todas as suas palestras senti como se estivesse a falar apenas comigo! Agradeço a Deus pela oportunidade de ter ido ao GAM e espero que possa sempre ir e voltar de lá abençoada. Eu, a minha prima e uma amiga no Geração O Geração realizou-se novamente na cidade de Aveiro, onde também tive oportunidade de visitar uma amiga que não via desde o primeiro ano de faculdade. Foi muito giro conhecer além da cidade, os arredores! Espero lá voltar! A ria às 7h00 da manhã Levo com carinho as memórias daquilo aqui vivido. Até breve :)
fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto dentro de mim: será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes: ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer: amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga. José Luís Peixoto
Hoje aviso-te que ficarei para sempre arquejando no teu corpo, na orla infinita da tua mão, no teu ombro, que é uma espada. Na tua língua, que é a minha. Só o teu coração saberá se é promessa ou ameaça, mas ficarei para sempre e basta. E entre os dois – estranhamente - termina o absurdo território do poder. Aproximas-te: água-deserto-mel, e estendo-me mel-deserto-água. Não sei onde começas, onde começo... como a dança do golfinho no oceano. Lourdes Espínola
Frémito do meu corpo a procurar-te, Febre das minhas mãos na tua pele Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel, Doído anseio dos meus braços a abraçar-te, Olhos buscando os teus por toda a parte, Sede de beijos, amargor de fel, Estonteante fome, áspera e cruel, Que nada existe que a mitigue e a farte! E vejo-te tão longe! Sinto tua alma Junto da minha, uma lagoa calma, A dizer-me, a cantar que não me amas... E o meu coração que tu não sentes, Vai boiando ao acaso das correntes, Esquife negro sobre um mar de chamas... Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"